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A fisioterapia é parte importante do processo de reabilitação. Na ortopedia, traumatologia, reumatologia e medicina esportiva, a fisioterapia destaca-se em vários níveis de atenção à saúde. Entre eles: o preventivo, o assistencial (curativo) e o reabilitacional. A partir da década de 80 a fisioterapia incorporou significativos avanços. Conceitos baseados na premissa laissez faire foram substituídos pela pesquisa científica. Os estudos nas áreas da anatomia, biomecânica e fisiologia, bem como o desenvolvimento das pesquisas nas áreas da biologia molecular, celular e dos tecidos, propiciaram melhoria das técnicas cirúrgicas e provocaram uma revolução no tratamento fisioterápico traumato-ortopédico e reumatológico. Na medicina esportiva, a orientação fisioterapêutica abrange a preparação e treinamento do atleta, prevenção e tratamento das lesões e o retorno precoce às atividades. De acordo com Sperling “A restauração da função é através da função”. Hoje, a reabilitação traumato-ortopédica atingiu patamares consistentes de uma reabilitação funcional. Essa reabilitação recomenda a precocidade da mobilização articular, do trabalho muscular e da descarga de peso, como atitudes a serem incorporadas ao processo de reabilitação através de exercícios dinâmicos e cinestésicos, à propriocepção. Entre os recursos terapêuticos para ganho de movimento e marcha precoce destaca-se a piscina térmica. Os exercícios subaquáticos aproveitam o diferencial que as propriedades físicas da água oferecem, principalmente a flutuação, facilitando o ganho de movimento, e a diminuição aparente do peso do corpo, de acordo com a porcentagem de imersão do mesmo, que permite a marcha com controle da descarga de peso. Quanto ao sistema sensoriomotor, conhecido como propriocepção, sabe-se que as estruturas anatômicas das articulações, além da função estabilizadora mecânica, são sede de mecanorreceptores, órgãos sensoriais das articulações com importante função neuromuscular. Esses receptores traduzem as informações mecânicas de mudança de posição, movimento e estresse articular em sinais neurais que são transmitidos por caminhos aferentes para vários níveis do sistema nervoso central. O sistema nervoso central processa as informações e modula as respostas musculares de defesa pelas contrações voluntárias e involuntárias, assim cria-se um campo de proteção e estabilização dinâmica na articulação. O treinamento proprioceptivo visa desenvolver e/ou melhorar a proteção articular através de condicionamento e treinamento reflexivo. . Como estímulo proprioceptivo, utiliza-se exercícios provocativos em vários planos e graus de dificuldades. Um outro recurso que pode ser utilizado para estímulo proprioceptivo é o eletromiógrafo de superfície. Este aparelho registra o campo elétrico que é produzido durante uma contração muscular, melhora o desempenho motor e facilita o aprendizado, como uma retroalimentação biológica. O treinamento proprioceptivo (treinamento sensoriomotor) prepara as articulações para as atividades da vida diária e esportiva, como: acelerar, desacelerar, subir, descer, saltar, pular e correr. A filosofia da clínica SPORTS é oferecer as seus pacientes uma reabilitação funcional.
CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS E TÉCNICAS NA REABILITAÇÃO Crioterapia O uso do frio ou crioterapia tem como objetivo reduzir o fluxo sanguíneo e a temperatura local dos tecidos e das articulações limitando os efeitos secundários da lesão como: hipóxia, edema, derrame, dor e espasmo muscular. O decréscimo da temperatura leva a uma vasoconstrição local, diminui o metabolismo e reduz a velocidade de condução nervosa: - o frio como fator de analgesia. Repouso e Movimento Articular A variação do tempo requerido para a cicatrização das estruturas lesadas faz com que se adotem medidas protetoras de repouso em conjunção com o necessário movimento articular. Para equacionar essa disparidade de repouso e movimento simultâneos, criamos o conceito chamado de “repouso programado”. Repouso programado é o movimento articular dentro de um arco de proteção. O movimento reduz o dano à cartilagem articular, estimula a formação e alinhamento das fibras colágenas dando qualidade à cicatrização das estruturas lesadas, ao mesmo tempo em que dificulta a formação de aderências e conseqüente artrofibrose. O trabalho fisioterapêutico com o movimento se inicia imediatamente após a cirurgia, através do uso da movimentação passiva contínua (CPM) ou autopassiva. A movimentação passiva contínua favorece a drenagem da hemartrose, conserva a nutrição da cartilagem e evita contraturas capsulares e pericapsulares. Atrofia e Exercícios Atrofia muscular é um dos grandes problemas na reabilitação. A atrofia parece ser inevitável na maioria das cirurgias. As causas mais comuns da atrofia são a imobilização e a dor. A atrofia decorrente de uma imobilização varia de intensidade de acordo com a composição histológica do músculo nas porcentagens de fibras do tipo I e II. Essas fibras são altamente versáteis, capazes de responder às alterações das demandas funcionais e a uma variedade de sinais, pela mudança de seu perfil fenotípico. É necessário observar que, ao mesmo tempo em que o músculo se torna atrofiado, o tecido subcutâneo aumenta de volume. Para minimizar a atrofia, além das medidas analgésicas e de estímulo à movimentação precoce, é necessário aplicar a estimulação elétrica funcional e os exercícios musculares. Os exercícios musculares resistidos só devem ser iniciados quando o paciente apresenta uma resposta ao comando para execução de uma contração muscular. Eles devem ser executados com pouca carga e maior número de repetição, para melhorar a resistência e atenuar o estresse sobre as estruturas em cicatrização.
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